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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Balanço 2011

Muitos dirão que este ano de 2011 é para esquecer. Pois aqui no Olhar Noticioso este post vai servir para relembrar. Recordar os acontecimentos nacionais e internacionais que fizeram 2011.

Do ponto de vista nacional, a economia e a política marcaram o ano. Da demissão de Sócrates à eleição de Passos Coelho muito se passou em Portugal. Se estes dois acontecimentos, só por eles, são importantes é inequívoco dizer que o acontecimento que marcou 201, em Portugal, foi a entrada da Troika. Após isso nada mais seria igual, dos cortes nos subsídios à política de emprego, passando pela subida dos preços nos transportes, Portugal via a qualidade de vida da sua população ser substancialmente alterada. Esse decréscimo levou a manifestações. A "Geração à Rasca"  saiu a rua para mostrar o seu descontentamento e deu o mote para outros sectores da sociedade fazerem greves e lutarem pelos seus direitos. 2011 foi ainda o ano dos Censos, do Caso BPN mas também da prisão de Duarte Lima e do buraco na Madeira. Pelo meio, o país acordou com o drama de Carlos Martins e da doença do seu filho Gustavo. Uma realidade que merece destaque. 2011 foi o ano das notícias sobre a morte de idosos que viviam sozinhos. Num país em que o desemprego nos mais jovens é um flagelo, a falta de atenção dada aos mais velhos é, também, motivo de preocupação.

No plano internacional vários acontecimentos marcaram o ano. No Brasil, foi eleita a primeira mulher Presidente da República, deste cada vez mais abastado país da América do Sul. Dilma Rousseff sucedeu a Lula da Silva. No mundo árabe, o povo saiu à rua e fez cair vários dirigentes. Foi a chamada "Primavera Árabe". Foi também em 2011 que o mundo se viu livre de Osama Bin Laden. O inimigo número um dos EUA foi finalmente morto pelas forças armadas norte-americanas. Nova Iorque foi notícia pela prisão de Dominique Strauss-Khan, acusado de violar uma empregada de um famoso hotel nova iorquino. Foi também nos EUA que assistimos ao movimento Occupy Wall Strett. 2011 foi, para o Japão, ano de tragédia. O sismo e consequente terramoto que se abateu sobre o País do Sol Nascente fez milhares de mortos e levou a uma catástrofe nuclear, em Fukushima. Por seu lado, a Europa, foi acordando para a realidade da crise. Países como a Grécia, Irlanda, Itália e Portugal viram os seus respectivos governos caírem, em consequência da pressão dos mercados, o que levou, na maior parte, a um pedido de ajuda externa. Em Inglaterra, Londres esteve, durante 5 dias, a ferro e fogo. Na Noruega o país assistiu a um acto de barbaridade sem precedentes. Mais de 90 pessoas morreram no atentado efectuado por Anders Bhering Beivik . As mortes de Steve Jobs, Vaclav Havel e Kim Jong-il foram das mais noticiadas de 2011. Não obstante, 2011 também foi o ano dos casamentos. Os casamentos reais de Kate e William e Alberto e Charlene foram dos acontecimentos com maior cobertura noticiosa.

2011 chega assim ao seu fim. Para os portugueses não é um ano que deixe saudades. Infelizmente 2012 não tem as melhore perspectivas. As eleições norte-americanas, a afirmação da China no mundo e que desfecho para a União Europeia são alguns dos temas que nos esperam no próximo ano. Por cá a palavra austeridade vai continuar a ser ouvida com  insistência. Valha ao menos a pena. Um bom ano 2012 a todos!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Uma notícia, várias interpretações

Ontem estive atento, aliás como sempre, ao mundo noticioso que nos rodeia. Uma coisa fantástica se passou no mundo da bola. Mourinho na conferência de imprensa antes do jogo da Taça do Rei com o Ponferradina - que o Real venceu por 5-1 - falou do Barcelona. Até aí nada de novo.

 O mais engraçado foi a interpretação que os mais variados órgãos de comunicação fizeram da notícia. Senão vejamos. A Bola noticiou assim as declarações de Mourinho; "Mourinho dá alfinetada ao Barcelona". Por seu lado o MaisFutebol resolveu enquadrar assim a notícia: "José Mourinho felicita rival: O Barcelona é muito bom". Fazendo ainda uma viagem pela televisão a RTP titulou assim a sua peça sobre o assunto: "O Fair Play de Mourinho".

Fonte: www.abola.pt

Já todo sabemos que uma notícia pode ter vários ângulos. Não deixa de ser curioso analisar a forma como, quando se trata de personalidades que geralmente são controversas, os meios de comunicação social se comportam. Já agora no seguimento da polémica levantada, José Mourinho explicou que só quis elogiar o Barcelona. Interpretem como quiserem, também tem esse direito.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Zeitgeist 2011

O melhor do ano que está a acabar baseado nos termos mais procurados pelo Google.


Fonte: www.youtube.com

Jornalismo Cidadão vs Jornalismo profissional

Um bom texto para entender alguns dos limites do jornalismo cidadão e o jornalismo praticado por profissionais. Acedido através de Ponto Media

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Time: "Manifestante" personagem do ano 2011


Fonte:www.aeiou.expresso.pt

A revista norte-americana Time elegeu para personagem do ano o "manifestante". Em ano de protestos por todo o globo a revista quis assim homenagear todos os cidadãos anónimos que lutaram pelos seus direitos.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Novos parâmetros no Jornalismo

Um excelente texto do Observatório da Imprensa sobre o poder da crítica nos media.

Revista de Imprensa

As dificuldades de Putin, na Rússia, em aceitar que as pessoas têm direito à sua opinião e a manifestar-se. Agora alguns órgãos de comunicação são as novas vítimas. http://www.publico.pt/Mundo/dirigentes-de-um-dos-mais-respeitados-jornais-russos-despedidos-apos-edicao-antiputin-1524838

Ideias para controlar os comentários nos jornais on-line

O New York Times  está a apostar no seu site num novo sistema de controlo de comentários. Será que resulta?

A crise e o Jornalismo

Muito se fala em crise e principalmente na crise do jornalismo, muitas são as perguntas sobre como sair dele mas poucas são as respostas. Continua-se a trabalhar de forma precária - e feliz de quem tem trabalho - dispensa-se com facilidade a "velha guarda" para se apostar em estagiários mal pagos e que desempenhem as mais variadas funções - o chamado jornalismo MacGyver - tudo isso não enobrece um ofício já tantas vezes mal tratado. Tudo em nome da Santa Crise. David Jímenez escreveu, no seu blogue, um excelente texto sobre o assunto, aconselho a leitura.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Capas dos Jornais: 7 de Dezembro 2011

Generalistas

Desportivos
 




Jornais desportivos espanhóis

Em semana de jogo grande na liga espanhola é interessante perceber como se comportam os principais jornais desportivos de Madrid e da Catalunha. A Marca - ligada ao Real Madrid - e o Sport  - por seu lado ligado ao Barcelona - têm tido capas muito interessantes do ponto de vista jornalístico. Parece claro que o subjectivismo faz claramente parte da política editorial dos dois jornais. Um exemplo muito seguido, infelizmente, por cá. A "luta desportiva" , em Espanha, não se faz só dentro das quatro linhas.


Fontes capas: www.as.com e www.sport.es

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

terça-feira, 22 de novembro de 2011

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Leitura: Cartas a um jovem jornalista

Fonte: www.wook.pt
Um livro que recomendo a todos os estudantes de jornalismo, e não só. Juan Luís Cebrían, jornalista espanhol, escreve umas cartas a um jovem (imaginário) estudante de jornalismo. Nelas Cebrían aborda alguns dos problemas que envolvem o exercício do jornalismo. Um livro interessante e muito actual. 

Leitura: O Último Segredo

Fonte:www.wook.pt
O novo livro de José Rodrigues dos Santos promete dar que falar. O Último Segredo, põe em causa alguns princípios base do cristianismo. A Igreja Católica já veio criticar o jornalista e a sua obra. Quer se seja cristão ou não, vale a pena ler. Pelo menos é o próxima na minha lista.

A importância da TV

Esta manhã ao navegar pela net deparei-me com uma notícia no blogue de Miguel Martins, no Expresso, que mostrava um vídeo sobre um jornalista norte-americano descontrolado em directo  na televisão. O porquê de isto ser notícia não é tanto o descontrolo da pessoa em questão mas sim a razão que levou a esse desfecho.

 Essa razão é o facto de raramente ver nas televisões, por este mundo fora, uma quantidade de verdades produzidas (ainda por cima em directo) por uma pessoa. Verdades, neste caso, sobre como se comportam os políticos norte-americanos sobre a crise, económica e social, que nos afecta a todos. Vale a pena ver, e por cá era bom que alguém assumi-se esse papel. A televisão, também, serve para isso.




                                                            Fonte: Youtube

Jornalismo e Ciência

Um excelente texto no blogue do Professor Chaparro, sobre como a ciência pode ajudar a fazer um melhor jornalismo. Vale a pena ler: http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=173

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A ambiguidade do jornalismo

O jornalismo é mesmo uma profissão sui generis. Em qualquer outra actividade laboral temos uma entidade patronal que nos dita as regras e que sabemos que temos de respeitar. No jornalismo há um certa ambiguidade na hora de desempenhar a profissão.


Na hora de escrever uma notícia a quem é que um jornalista obedece? Ao seu patrão (dono da empresa) ou aos leitores? Não é fácil arranjar uma resposta para isso. Como se costuma dizer, um jornalista tem de servir dois senhores. O patrão e o público/leitor/ouvinte. Numa época em que as dificuldades para arranjar e manter o emprego são grandes, fugir a uma directiva do seus superiores não será uma boa ideia. No entanto, o jornalista sabe que o seu dever maior é com o seu público.


É aqui que existe uma dicotomia entre a profissão liberal que caracteriza o jornalismo mas também o facto de este ser um proletariado, onde se regista uma perda de controlo sobre o processo do trabalho jornalístico. Numa época em que o jornalismo passa por alguma indefinições, é importante ter isto em mente. Ser jornalista é desempenhar uma profissão com uma espécie de liberdade condicionada



quinta-feira, 30 de junho de 2011

Obama e Futre: Quando as críticas se transformam em humor

Registei, nas últimas semanas, dois acontecimentos que penso ser bons exemplos de como se deve reagir de forma positiva à críticas. Os dois principais protagonistas foram Barack Obama e Paulo Futre. Paulo Futre foi durante semanas tema de conversa, em todo o país, devido a sua peculiar conferência de imprensa como director desportivo na lista de Dias Ferreira, nas recentes eleições para a presidência do Sporting. O ex-jogador de futebol foi criticado, elogiado, gozado por muita gente durante semanas. No entanto, aquilo que mais retenho dessa história , é o capacidade que Futre teve de se rir de ele próprio, deixo mesmo dois exemplos de como o ex-futebolista conseguiu transformar críticas em algo de positivo para ele:

Paulo Futre em campanha publicitária para uma marca a Licor Beirão

Paulo Futre aproveita a história do chinês para fazer sucesso num programa televisivo

Outro exemplo recente que se adequa bem à capacidade de lidar, de forma positiva, com as críticas é o de Barack Obama. O actual Presidente dos Estados Unidos tem sido alvo, nas últimas semanas, de críticas no que toca à sua cidadania ser ou não americana. Donald Trump, conhecido empresário norte-americano e possível candidato às presidênciais norte-americanas em 2012, chegou a desafiar Barack Obama para divulgar a sua certidão de nascimento, de forma a comprovar ser um verdadeiro americano. A resposta de Obama surgiu no jantar anual dos correspondentes da Casa Branca. Uma resposta com muito humor e uma boa dose de coragem.

Resposta de Barack Obama às críticas de Donald Trump

Estes dois casos mostram, na minha óptica, uma grande inteligência e humildade por parte de Obama e Futre.  Em situação de críticas explícitas e públicas estas duas pessoas conseguiram transformar situações menos positivas em momentos de grande humor e elevação pessoal. Penso que num momento em que tanto se fala de entendimento nos vários quadrantes políticos, Obama e Futres são bons exemplos para a classe política (e não só) portuguesa. Menos orgulho e mais humildade e humor podem fazer a diferença.

Reality Shows: Para onde caminha a televisão portuguesa?

Nas ultimas semanas, temos sido invadidos, nas nossas televisões, por mais uma rodada de reality shows. Agora até a RTP aderiu à moda. Do Peso Pesado da SIC ao Último a Sair da RTP, passando pelo Perdido na Tribo da TVI, os nossos principais canais não dão mãos a medir na luta pelas audiências.

Pessoalmente sou muito crítico deste tipo de programas. A qualidade que estes programas vêm acrescentar aos canais de televisão é na maior parte das vezes pouca ou nula. Penso que estará na hora das empresas de comunicação definirem claramente os seus objectivos. Ou as empresas de comunicação se definem como empresas tout court e aí o seu principal objectivo é a obtenção do lucro, nem que para isso seja feita em detrimento da qualidade, ou então assumem, verdadeiramente o seu papel de empresas de comunicação, com a sua cota parte de responsabilidade social ( e não é só o serviço público de televisão que o tem mas os privados também), onde estas em vez de descerem a um nível pouco abonatório do ponto de vista profissional, tentam sim "puxar" pelas suas audiências fomentando um espírito crítico na população que assiste aos seus programas. 


As audiências não devem ser atingidas a todo o custo. A comunicação social tem responsabilidades a que se tem, infelizmente, alheado. Os interesses económicos não podem ser sempre desculpas para tudo. Da minha parte prefiro ver a Grande Reportagem  da SIC do que o seu, infelizmente, famoso Peso Pesado. Estará, talvez, na hora de dar ao povo português mais informação e menos entretenimento. Até porque como muitos já disseram, um povo informado é um povo que consegue fazer face, mais facilmente, às dificuldades. E pelos vistos, Portugal tem, neste momento, muitas.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Osama Bin Laden: Morreu o terrorista mais procurado do mundo

www.publico.pt

O Governo dos E.U.A anunciou, ontem, a morte de Osama Bin Laden. O terrorista mais procurado do mundo foi vítima de uma operação levado a cabo pelos Navy Seals, no Paquistão.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Jornalista americano morre na Líbia

Fonte: www.dn.pt

Tim Hetherington, jornalista e fotógrafo da Vanity Fair, morreu, ontem, na cidade de Misrata, na Líbia. O joranalista americano, de 41 anos, foi apanhado no meios dos confrontos, numa das principais ruas de Misrata, entre os rebeldes e as tropas leais de Muamar Kadhafi. Hetherington tinha realizado recentemente o filme Restrepo, nomeado para os Óscares na categoria de melhor documentário.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A verdade para além do documentário Inside Job

Assisti, ultimamente, ao documentário "Inside Job", vencedor de um Óscar, na edição 2011, para melhor documentário. Ao visualiza-lo apercebi-me que muito está por fazer na nossa sociedade. Continuámos infelizmente a ser regidos pelos mercados financeiros, as decisões políticas, que tanto afectam a Europa e Portugal em particular, são cada vez menos tomadas pelos seus principais actores, os políticos.


O documentário mostra claramente os economistas, e a maior parte deles pouco escrupulosos, a mandarem em todo o sistema financeiro e político mundial. Os lucros obtidos durante a crise de 2008 por alguns deles, em detrimento em certos casos do empobrecimento geral da população, mostra-nos a falta de ética e de regulação como práticas correntes no mundo da alta finança.

É tempo das populações mostrarem ao seus políticos que algo tem de mudar. A riqueza obtida no mundo financeiro deve ter uma responsabilidade social. Nos seus primórdios a economia era vista como uma ciência social, ou seja, esta tinha uma preocupação social, algo que parece não existir hoje em dia. As pessoas que controlam as finanças mundiais não tem qualquer tipo de interesse a não ser o seu enriquecimento pessoal.

Em época de crise na maior parte dos países da Europa, penso ser necessário ouvir os dirigentes europeus falarem a uma só voz, até para não colocarem os seus países membros sob, constante, suspeita das agências de rating que não têm outro objectivo a não ser o de enfraquecer o euro. Uma política forte e objectiva é necessária, uma política virada para a sociedade e não sob alçada e mordaça dos mercados. O povo está farto de ter de ser sempre ele a pagar a factura das más políticas sociais e económicas dos seus respectivos governos.

É, no entanto, verdade que o povo, também, não se pode imiscuir das suas responsabilidades. Principalmente, por cá, muita gente continua a ter uma vida acima das suas possibilidades. Temos o dever e a obrigação de garantir às futuras gerações uma vida estável e próspera.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Filme da semana: Rango


Rango é o mais recente filme de Gore Verbinski. É um filme de animação que mostra as aventuras de um camaleão no velho oeste americano. Johnny Depp dá voz e movimentos à personagem, o que é sinónio de muita gargalhada ao longo do filme. Um filme a não perder.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Cavaco: tomada de posse

Fonte:www.expresso.pt
Cavaco Silva tomou posse para um segundo mandato na presidência da república. Cavaco prometeu ser mais activo na suas intervenções, aproveitando para deixar alguns recados ao Governo.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Jornalismo Desportivo: Isenção, um valor perdido

O Jornalismo desportivo português parece ter perdido um valor fundamental, o da isenção. Analisando a capa  de hoje do jornal "A Bola" não consigo entender como um jornal, por sinal de referência na área do desporto, faz uma capa que exprime de forma contundente a sua preferência clubística.

Não sei se os jornais desportivos espanhóis são o exemplo em que se baseiam os desportivos portugueses, mas, na minha óptica, algo está errado!. Os jornais da área do desporto, em Espanha, são conhecidos por serem muito pouco ou nada isentos. Penso que o caminho seguido pelos jornais desportivos, em Portugal, também não é o melhor. A isenção não é um valor fácil de conseguir, mas não a praticar de todo é lamentável.
Fonte: www.abola.pt

Outro reparo, num dia em que Portugal tem um atleta campeão da Europa nos 60 metros de pista coberta, seria, provavelmente, lógico que esta notícia fosse o destaque principal das primeiras páginas desportivas em Portugal. Penso que o jornal françês L'équipe, é um bom exemplo de jornalismo desportivo de qualidade.

A sociedade está a mudar

O Médio Oriente está em alvoroço. Os povos árabes parecem, finalmente, lutar pela sua liberdade. Fartos de corrupção, de passar fome e de não ter oportunidades, as populações da Tunísia, do Egipto, do Bahrein, da Argélia e, ultimamente, da Líbia revoltaram-se contra os seus dirigentes.

É importante perceber que estas revoltas não acontecem por acaso. É, também, fulcral entender que elas podem vir a ter sérias repercussões no mundo ocidental. Aquilo que se vive, por cá, é, de certa forma, muito semelhante. Fartos de ver os salários a serem reduzidos, o desemprego a aumentar, a justiça a não funcionar, os povos europeus, em particular o português, sentem aumentar sentimentos de injustiça e revolta. É verdade que aquilo que nos distingue dos povos árabes é a nossa maior liberdade, mas a que preço devemos nós pagar essa liberdade?. Será que para sermos livres devemos ter medo de perder o nosso emprego, ou passar por dificuldades para arranjar o nosso primeiro trabalho, ou mesmo viver na ansiedade de vir a não termos reformas?.


É por isso que não podemos olhar para aquilo que se tem passado no Médio Oriente com distanciamento ou desprezo. A coragem com que milhares de pessoas saíram às ruas para lutarem pelos seus direitos, deve ser vista, por, nós como um exemplo. A revolução Facebook, como muitos já lhe chamaram, já contagiou o nosso país. Dia 12 de Março, em Lisboa e no Porto, milhares de jovens pretendem sair à rua mostrar o seu desagrado. São jovens que vivem e trabalham em situações precárias. Será tempo dos políticos fazerem uma leitura realista dos acontecimentos. A elevada abstenção na últimas eleições, principalmente na classe mais jovem, não revela desinteresse mas sim descontentamento. Votar não é a única forma de exercer uma democracia activa. Protestar, reivindicar são ferramentas tão válidas como a participação pelo voto.

 A sociedade parece querer assumir a sua parte de responsabilidade. Fartos dos lobbies políticos e da inércia dos dirigentes, as populações unem-se para poderem traçar um futuro melhor. As redes sociais tem um papel importantíssimo nessa união. A sociedade está de facto a mudar, através da união, do diálogo e da luta ( pacífica e civilizada ) todo nós temos a obrigação de mudar as coisas para melhor.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Cinema: 3 grandes filmes candidatos aos Óscares


Três grandes filmes que tive o prazer de ver. Nomeados para os Óscares 2011, a decisão vais ser difícil!Domingo 27 de Fevereiro saberemos quem foi o grande vencedor da noite, entretanto tentem assistir e formem uma opinião.

Reportagem Sábado: Dinheiro das empresas públicas

Esta semana a revista Sábado traz uma excelente reportagem sobre a forma como as empresas públicas gastam o nosso dinheiro. É sempre interessante ver o porquê de certos cortes orçamentais não resultarem, num país em que parece ser difícil dizer as empresas públicas: " Para bem de todos nós, reduzam a vossa despesa!".

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

World Press Photo: Prémios 2010

Jodi Beiber, foi o grande vencedor do World Press Photo 2010. O retrato de uma mulher afegã, mutilada no nariz, foi a fotografia escolhida para vencedora do prémio mundial de fotojornalismo. Confira aqui as outras fotos do concurso.

Foto: Jodi Beiber

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tunísia e Egipto: Uma mudança radical


O Egipto e a Tunísia estão sob o olhar do mundo. Os recentes confrontos entre a população e os respectivos regimes políticos desencadearam um clima de incerteza naquela região de África. Os dois países têm um população essencialmente jovem, o que permite perceber o porquê das revoltas. Com o surgimento das redes sociais, como o facebook, os mais novos tem acesso permanente ao que os jovens das sociedades orientais usufruem. Valores dos países ocidentais, como a liberdade, levam a que as populações mais oprimidas em certos lugares do mundo, como o verificado agora na Tunísia e no Egipto, também elas se achem no direito de poder viver num país mais democrático e menos opressivo.

É justamente, na luta pela liberdade, que assentam as revoluções ocorridas nesses dois países do Norte de África.  O mundo deve estar atento aos sinais que a Tunísia e, principalmente o Egipto, vão dando. Portugal como vizinho geográfico, também deve ter uma posição atenta sobre os recentes acontecimentos ocorridos aqui tão perto, até porque poderá vir a ser prejudicado ou beneficiado com o desfecho destas duas revoluções.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Geração empobrecida

A capa desta semana da revista Visão, remete para a Geração Nem-Nem. Uma geração que inclui jovens entre os 16 e os 34 anos que não trabalham, nem estudam. Uma realidade que parece cada vez mais global. Uma reportagem para ser lida e analisada posteriormente.

Eleições presidenciais 2010

Analisando as notícias das últimas semanas sobre as candidaturas dos mais variados candidatos à presidência da República, chego a algumas conclusões. 


 Era de esperar um maior nível de cidadania por partes dos candidatos. Aquilo que se percebe ao analisar as campanhas é que os mais variados candidatos de Manuel Alegre a José Manuel Coelho estão todos contra Cavaco Silva. Não seria de estranhar esse antagonismo se ele não resvalasse para, aquilo que me parece muitas vezes, perseguições ridículas ao actual Presidente da República.


O que se espera de uma campanha, muito mais uma campanha eleitoral à presidência da República, é o discutir propostas que ajudem o eleitor a clarificar, orientar ou mesmo decidir o seu voto. Ora nesta campanha eleitoral o que vemos são temas de campanha que vão desde as acções de Cavaco (lucrativas ou não) no BPN à participação (involuntária ou não) de Alegre, enquanto deputado, na realização de campanhas publicitárias, enfim temas que, na minha óptica, pouco esclarecem os portugueses para a votação do próximo dia 23 de Janeiro.


Seria bom que os nossos dirigentes elevassem o nível da política praticada no nosso país, principalmente numa altura em que mais que nunca Portugal e os portugueses precisam cada vez mais de um elevado grau de profissionalismo político para resolver os problemas do país. 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Projecto

Este blogue nasce numa ideia de ter um olhar atento às notícias que todos os dias nos invadem. Colocar aqui notícias relevantes nos mais variados pontos de vista, sejam eles económicos, políticos, culturais, é um dos objectivos. A análise da mesma em certas ocasiões também será uma prática recorrente neste blogue. Ter um olhar noticioso sobre mundo é um dever de cidadania.