É tempo das populações mostrarem ao seus políticos que algo tem de mudar. A riqueza obtida no mundo financeiro deve ter uma responsabilidade social. Nos seus primórdios a economia era vista como uma ciência social, ou seja, esta tinha uma preocupação social, algo que parece não existir hoje em dia. As pessoas que controlam as finanças mundiais não tem qualquer tipo de interesse a não ser o seu enriquecimento pessoal.
Em época de crise na maior parte dos países da Europa, penso ser necessário ouvir os dirigentes europeus falarem a uma só voz, até para não colocarem os seus países membros sob, constante, suspeita das agências de rating que não têm outro objectivo a não ser o de enfraquecer o euro. Uma política forte e objectiva é necessária, uma política virada para a sociedade e não sob alçada e mordaça dos mercados. O povo está farto de ter de ser sempre ele a pagar a factura das más políticas sociais e económicas dos seus respectivos governos.
É, no entanto, verdade que o povo, também, não se pode imiscuir das suas responsabilidades. Principalmente, por cá, muita gente continua a ter uma vida acima das suas possibilidades. Temos o dever e a obrigação de garantir às futuras gerações uma vida estável e próspera.

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