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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A ambiguidade do jornalismo

O jornalismo é mesmo uma profissão sui generis. Em qualquer outra actividade laboral temos uma entidade patronal que nos dita as regras e que sabemos que temos de respeitar. No jornalismo há um certa ambiguidade na hora de desempenhar a profissão.


Na hora de escrever uma notícia a quem é que um jornalista obedece? Ao seu patrão (dono da empresa) ou aos leitores? Não é fácil arranjar uma resposta para isso. Como se costuma dizer, um jornalista tem de servir dois senhores. O patrão e o público/leitor/ouvinte. Numa época em que as dificuldades para arranjar e manter o emprego são grandes, fugir a uma directiva do seus superiores não será uma boa ideia. No entanto, o jornalista sabe que o seu dever maior é com o seu público.


É aqui que existe uma dicotomia entre a profissão liberal que caracteriza o jornalismo mas também o facto de este ser um proletariado, onde se regista uma perda de controlo sobre o processo do trabalho jornalístico. Numa época em que o jornalismo passa por alguma indefinições, é importante ter isto em mente. Ser jornalista é desempenhar uma profissão com uma espécie de liberdade condicionada



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